Pra começar, descreve um pouco
de ti. O que fazes, profissão, trabalho, estudos, interesse.
Carmen: O meu trabalho é
baseado na minha vida. É quase autobiográfico.
www.carmemgusmao.com
Quanto tempo faz que moras fora do Brasil?
Carmen: 3 anos
Por que saíste do país?
Qual o motivo de estares vivendo aqui?
Carmen: Vontade de crescer profissionalmente,
curiosidade, pesquisa e um encontro...
O que mais gostas daqui?
Carmen: as oportunidades de aprendizado
no campo artístico,as oportunidades de mostrar e ser reconhecida
na minha arte, o respeito pelo meu trabalho e, principalmente
a pontualidade
O que menos gostas daqui?
Carmen: a frieza das pessoas, a sensação
de solidão e a falta de atalhos, tudo tem que seguir conforme
o que foi escrito, diante de um imprevisto as pessoas se perdem
e, coisas surreais podem acontecer
O que mais sentes falta
do Brasil?
Carmen: o aconchego das pessoas, o otimismo
exagerado e a criatividade com o mínimo de recurso possível
O que menos sentes falta
do Brasil?
Carmen: a desorganização
e impontualidade
Queres voltar ao Brasil?
Quando? Planos futuros?
Carmen: um dia, quem sabe...
Tens algum objeto ou algo que te lembre
Brasil, que entendas como parte da tua identidade brasileira?
Carmen: toda a minha cerâmica
(faço pintura e jóias tb) é baseada na cultura
dos índios kayapos, com os quais mantive contacto e estudei
sua cultura, símbolos e pintura corporal.Minhas telas tem
a cor do barro que escorre na beira do amazonas, tem o azul do
céu de Belém e o vermelho vibrante do urucun, no
rosto e tornozelos dos kayapos
O que é ser brasileiro/a pra ti?
Na tua opinião qual seria uma característica típica
brasileira? Tu a tens?
Carmen: o sonho...mas o sonho como a vela que faz o barco navegar,que
te move,te empurra e te faz acreditar que amanha vai ser um dia
melhor.
Te sentes mais ou menos brasileiro/a por
viver fora do país?
Carmen: sou só uma brasileiríssima que mora em Los
Angeles,meu coração ''e feito de açaí,
urucum e pão de queijo
Algo mais?
Carmen: Pintar me da prazer, me enlouquece,
me alucina...
ao mesmo tempo acalma minha loucura quando o branco virginal da
tela, se transforma no resultado do meu brincar de ser Deus...
*Entrevista enviada por
email por Carmem Gusmão. Abril de 2005.