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Cátia Maturana
Brasileira, carioca, professora de francês. Mora em Århus, Dinamarca, desde 2005.

Pra começar, descreve um pouco de ti. O que fazes, profissão, trabalho, estudos, interesse.
Cátia: No Brasil eu era professora de francês, trabalhei por 3 anos dando aulas depois da faculdade. Conheci o Jonas, meu namorado, e fui viver na Franca como au pair por 1 ano pra encurtar a distância entre a gente. Voltei ao Brasil por 3 meses e depois vim pra Dinamarca pra tentar ficar com meu namorado por definitivo. No momento estou tentando ser au pair aqui pelo menos até saber a resposta se fui aceita no Mestrado aqui da Universidade da cidade onde moramos.
Meu blog: http://osmaturana.blogspot.com

Quanto tempo faz que moras fora do Brasil?
Cátia: Dessa vez, 4 meses.

Por que saíste do país? Qual o motivo de estares vivendo aqui?
Cátia: Moro na Dinamarca agora pra estar perto do meu namorado dinamarquês.

O que mais gostas daqui?
Cátia: Gosto da tranqüilidade acima de tudo, da cultura não-machista, do povo geralmente simpático, prestativo e brincalhão.

O que menos gostas daqui?
Cátia: A intolerância no serviço de imigração, o preconceito contra estrangeiros e o inverno comprido e escuro.

O que mais sentes falta do Brasil?
Cátia: Da minha família, do calor, das praias, de ouvir português.

O que menos sentes falta do Brasil?
Cátia: Da violência do Rio, da banalização da mesma e do descaso das autoridades.

Queres voltar ao Brasil? Quando? Planos futuros?
Cátia: Infelizmente não.

Tens algum objeto ou algo que te lembre Brasil, que entendas como parte da tua identidade brasileira?
Cátia: Tenho meus cds de MPB, que me aliviam a alma num momento de saudade.

O que é ser brasileiro/a pra ti? Na tua opinião qual seria uma característica típica brasileira? Tu a tens?
Cátia: Acho isso muito relativo, mas se for pra dizer uma característica, diria que brasileiro geralmente é comunicativo e alegre. Apesar de tímida eu gosto de conhecer pessoas.

Te sentes mais ou menos brasileiro/a por viver fora do país?
Cátia: Me sinto dividida. Sinto que não tenho mais um lugar "meu". Talvez ainda esteja num período de transição.

*Entrevista enviada por email por Cátia Maturana. Abril de 2005.