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Fábio Batista Rosa
Brasileiro, catarinense, fonoaudiólogo. Mora em Viana do Castelo, Portugal, desde 1999.

Pra começar, descreve um pouco de ti. O que fazes, profissão, trabalho, interesse.
Fábio: Trabalho principalmente com crianças com dificuldades de linguagem/fala, dou consultas em consultórios privados nas cidades de Monção, Viana do Castelo e Boticas.
E principalmente estou com muita vontade de voltar para o Brasil...

Quanto tempo faz que moras fora do Brasil?
Fábio: 6 anos

Por que saíste do país? Qual o motivo de estares vivendo aqui?
Fábio: Foi uma oportunidade de emprego que surgiu e como tudo era seguro e correto resolvi vir para aqui. Já sai do Brasil com contrato de trabalho assinado e reconhecido pelo consulado português.

O que mais gostas daqui?
Fábio: A tranqüilidade e segurança.

O que menos gostas daqui?
Fábio: A frieza incrível das pessoas e a idéia pejorativa que eles têm dos brasileiros.

O que mais sentes falta do Brasil?
Fábio: Da família dos amigos e do clima...

O que menos sentes falta do Brasil?
Fábio: Da insegurança e da precariedade no trabalho.

Queres voltar ao Brasil? Quando? Planos futuros?
Fábio: Queria voltar hoje, mas primeiro quero tentar terminar o meu mestrado ou então encontrar alguma coisa que eu possa fazer lá no Brasil.

Tens algum objeto ou algo que te lembre Brasil, que entendas como parte da tua identidade brasileira?
Fábio: Não.

O que é ser brasileiro/a pra ti? Na tua opinião qual seria uma característica típica brasileira? Tu a tens?
Fábio: Quem sabe o bom astral, eu tento ter sempre, mas como aqui as pessoas são mais fechadas acabamos por assimilar este comportamento também.

Te sentes mais ou menos brasileiro/a por viver fora do país?
Fábio: Não, neste momento sou tão brasileiro como no dia que sai dai.

Algo mais?
Fábio: O grande problema de todos os imigrantes é sempre a burocracia, que pode ser justificada pela grande quantidade de pessoas que estão aqui ilegalmente. E na grande maioria estas pessoas ilegais prejudicam quem quer estar aqui e ter uma vida mais tranqüila.

*Entrevista enviada por email por Fábio Batista Rosa. Março de 2005.